
O tratamento do lixo, de modo geral, é tido como uma etapa intermediária de um sistema de limpeza urbana. Entretanto, ele inexiste na maioria dos municípios brasileiros, que tem os seus resíduos, quando coletados, transportados diretamente às áreas conhecidas como “lixões”.
A necessidade de tratamento do lixo tem ocorrido mais intensamente nos últimos anos indistintamente de ser em grandes metrópoles ou cidades menores, já que ele pretende responder ao que fazer com o lixo, pois as administrações municipais têm se defrontado com problemas do tipo escassez de áreas para a destinação final desse material, disputa pelo uso das áreas remanescentes com as populações da periferia, necessidade de ampliar a vida útil dos aterros em operação, disposição inadequada de resíduos sépticos dentre outros.
Além destas questões mais imediatas e pontuais, a discussão mundial sobre a saúde do planeta tem apontado para a valorização dos componentes do lixo como uma das formas de promover a conservação de recursos. Assim, o tratamento de lixo deverá promover a redução da quantidade de degetos a serem enviados para disposição final, a inertização dos resíduos sépticos e, por fim, a recuperação dos “recursos“ existentes no lixo, o que comumente vem sendo chamado de reciclagem.
É importante deixar claro que o termo reciclagem geralmente vem sendo empregado equivocadamente para designar qualquer reaproveitamento feito ao material coletado, o que não é verdade. Na internet, o termo reciclagem aparece designando qualquer reaproveitamento ou reutilização, quando em verdade se traduz por ser o processo através do qual um determinado material retorna ao seu ciclo de produção, após já ter sido utilizado e descartado, para que novamente possa ser transformado em um bem de consumo, economizando energia e preservando os recursos naturais e o meio ambiente. Reciclar significa “recolocar no ciclo produtivo”.
O descarte de micros, além de criar o lixo eletrônico que assume enormes proporções, faz surgir ainda um problema maior e que não se relaciona com o acúmulo de sucata, mas sim, com o que ela contém: mais de 300 componentes químicos tóxicos que podem poluir o solo, a água, a vegetação e o ar, se forem queimados. Por isso é que o lixo eletrônico é um problema tão delicado.
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